6 de Junho de 2010

D. Afonso Henriques e a Formação de Portugal





Entre os séculos XI e XIII, as lutas entre cristãos e muçulmanos foram muito renhidas. Vários reinos e condados cristãos se formaram então.
Os reis cristãos da Península Ibérica pediam ajuda a outros reis da Europa que enviavam cavaleiros cristãos - os Cruzados.

Entre estes cruzados destacaram-se D. Henrique e D. Raimundo, dois cavaleiros franceses.
Como recompensa pela ajuda prestada na luta contra os muçulmanos, o rei de Leão (D. Afonso VI) deu a D. Raimundo o Condado da Galiza e uma das suas filhas, D. Urraca, (filha legítima) para casar; a D. Henrique, o Condado Portucalense e outra sua filha (filha ilegítima), D. Teresa, em casamento, no ano de 1096.
O Condado Portucalense situava-se entre os rios Minho e Mondego e tinha a sua sede no Castelo de Guimarães. A D. Henrique competia a defesa e o governo do Condado. Não era, no entanto, independente pois devia obediência, lealdade e ajuda militar ao rei de Leão, que era o governante máximo. D. Henrique, guerreiro valente e bom governante, sempre desejou tornar o Condado Portucalense independente do reino de Leão.
A LUTA PELA INDEPENDÊNCIA
A D. Afonso Henriques não bastava a autonomia do Condado Portucalense; ele queria a sua total independência.
Para tal, teve de lutar em várias frentes:
1.Era necessário combater o rei de Leão, a norte, para ficar com o território independente.
2.Era necessário alargar o condado para sul contra os muçulmanos - prosseguir a Reconquista.
3.E era preciso arranjar maneira que o futuro reino de Portugal fosse reconhecido pelos outros reinos, principalmente pelo Papa.
É que, no século XI, o Papa era mais importante que os reis e todos respeitavam as suas decisões e opiniões.
E foi esta a política de D. Afonso Henriques para fundar o reino de Portugal!
A sua luta veio a ter sucesso:
-o rei de Leão e Castela reconheceu a independência de Portugal: Tratado de Zamora, assinado em 1143;
-o território português foi alargado até à linha do rio Tejo;
-o Papa reconhece o reino de Portugal em 1179, através da Bula Manifestis Probatum.

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